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Alessandro Lo-Bianco |

Equipamentos são usados para monitorar e soltar boias em casos de afogamento e também  no combate ao Aedes aegypti

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro tem buscado utilizar melhor a tecnologia como aliada em suas operações. A corporação tem usado drones na busca por focos do Aedes aegypti e no resgate de pessoas em risco de afogamento nas praias.

No total, 800 bombeiros realizam vistorias em imóveis urbanos desde terça-feira (23/2/16). Capacitados por técnicos da Secretaria de Saúde, eles têm apoiado as equipes de agentes municipais de controle de endemias em busca de focos do mosquito. Os militares também atuam na conscientização da população quanto à importância da prevenção de criadouros de larvas. Esta semana, eles percorreram ruas de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Responsável pela Coordenadoria de Operações com Veículo Aéreo Não Tripulado, o tenente-coronel Rodrigo Bastos explicou que o equipamento faz imagens em 4 K (altíssima resolução) dos imóveis que são enviadas em tempo real para um tablet.

- O uso do drone tem agilizado as buscas. O que faríamos em cinco dias conseguimos fazer em 30 minutos, além de ganharmos tempo, minimizamos o efetivo. Quando identificamos um possível foco do mosquito, enviamos os dados para uma equipe verificar o local. Nossa parceria com a Secretaria de Saúde será mantida pelo tempo que for necessário para acabarmos com essa epidemia - disse o tenente-coronel.

Outro drone do Corpo de Bombeiros está sendo usado pelo 3º Grupamento Marítimo, na praia de Copacabana, para ajudar nos salvamentos. Em caso de afogamento, o equipamento localiza a posição exata da vítima e libera a boia que está acoplada. Enquanto isso, os guarda-vidas são acionados para resgatar a pessoa, podendo ter o apoio de jet-skys, botes aquáticos, lanchas e aeronaves.

AUTORIZAÇÃO

O Corpo de Bombeiros do Rio é a primeira entidade pública do Brasil a ter autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Marinha para usar os drones. Para isso, os 15 militares, que atuam nas duas operações, fizeram um curso de 240 horas para operar os equipamentos.

Atualmente, a corporação tem três drones com câmeras acopladas, que podem ser usados em atividades operacionais como salvamentos e monitoramentos. O Corpo de Bombeiros fará uma licitação para aquisição de equipamentos com câmeras térmica e noturna.

- O drone pode ser usado em uma infinidade de atividades dos bombeiros, trazendo grande benefício para a população e a corporação, porque aumenta nosso braço operacional - afirmou Bastos.

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