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Alessandro Lo-Bianco - Maria Clara só tem oito anos, mas já entende e viveu o que muitas pessoas demoraram anos para viver e entender ou não tiveram: o amor entre pais e filhos. Por trás de pouco menos de uma década, a menina leva a história familiar e de vida do pai Leonardo Lacerda - 36 anos, que luta pela vida ao lado da esposa e da filha. O ex policial militar da Cidade de Deus sofreu uma queda inesperada, em maio de 2013. Leonardo se acidentou ao cair de uma escada quando concertava o telhado. A partir deste dia, a esposa do militar conta que a vida dos três mudou para sempre.





Após os exames foi diagnosticado no militar um tumor benigno no cérebro chamado de Neurinoma do Acústico. Entretanto, não foi a queda que gerou o tumor; o câncer já estava no cérebro do policial.

- Ele se recuperou da queda e operou o tumor. A primeira cirurgia foi considerada um sucesso. No entanto, após uma semana, ocorreram complicações que levaram ele de volta para o hospital - relembra Ana, esposa do militar.

Leonardo precisou passar por novos procedimentos cirúrgicos. Também foi diagnosticado uma Fístula Liquórica e Meningite Bacteriana. O jovem policial acabou sofrendo um Infarto Cerebral Bilateral com grave sequela neurológica, e depois entrou em coma.

- Quando acordou estava em 'estado vegetativo', sem qualquer possibilidade de mexer o corpo. A Maria Clara conviveu rápido com os dois lados do pai. Ela é louca por ele. Chora muito querendo levar o pai para casa - Conta Ana.

Dos poucos movimentos que ficaram, a presença da filha- mesmo com as limitações físicas e neurológicas - tiram do rosto do policial impulsos ou sorrisos positivos para o seu quadro clínico. Desde quando parou em cima da cama, a filha está sempre ao lado do pai para cantar, contar histórias, beijar e abraçar o pai.
- Hoje, mais do que nunca, tanto a família quanto os amigos estão juntos do Léo com orações e doações que facilitam o seu estado de vida. Todos estão irmanados num propósito maior, que é trazer o Leonardo de volta ao lar. Ele já teve alta há um ano e meio, mas ainda não temos recursos financeiros para tirá-lo do hospital e levá-lo para nossa casa. Minha filha chora todos os dias pedindo. Ele não pode mais ficar no ambiente hospitalar sempre sujeito à infeção. E nem a Maria Clara crescer com o pai nesse ambiente. Ele está pronto para ir para casa, mas não temos recurso, precisamos de ajuda.

Ana conta que Leonardo sempre foi um pai amoroso e presente, e que a menina lembra de como era em todas as etapas da sua vida.





- Ela ama o pai mais do que qualquer outra coisa. Ela lembra de todas as épocas, desde bebê, as lembranças com o pai, eles eram muito amorosos um com o outro e hoje o amor dela pelo pai é maior do que qualquer coisa. Ela vê o pai todos os dias, canta pra ele, fica abraçando, beijando, e ele responde na cama as reações da filha. Queremos trazê-lo para casa, nossa família já está morando nesse hospital há três anos e meio. Ele já pegou muitos tipos de infeção no ambiente hospitalar e os médicos já aconselham a ida dele para casa. Mas, infelizmente, não temos condições de arcar com essa estrutura do home care", lamenta Ana.


Vídeo: Filha pede ajuda para tirar o pai do hospital.


Leonardo sobrevive em um hospital com aparelhos modernos, profissionais e capacitados, mas sempre precisou de recursos financeiros significativos que a esposa e a família não possuem. Para complementar a renda de R$ 2.700 da aposentadoria do marido, ela vende sorvetes na rua.

- Nas horas que consigo sair um pouco do hospital, voou vender sorvete para complementar os custos, pois é todo dia. Os amigos e a família ajudam o que podem, o hospital também, mas tem coisas que não podem faltar.

- A dedicação dos médicos, enfermeiros, técnicos, maqueiros, equipe de limpeza, são de encher os nossos olhos, mas eu preciso estar lá todos os dias, pra dar banho, pra dar amor, pra dar carinho de família, de esposa, de mãe. É muito difícil, mas estamos juntos na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza. E é isso que a Maria Clara surpreendentemente entendeu de forma natural e com muito amor.

Apesar de ser funcionário público, para piorar - devido a crise do Estado - o policial reformado por invalidez está recebendo o seu salário atrasado. E o serviço de Home Care que o rapaz precisa para ir para casa não foi arcado pelo Estado.

-Estamos há três anos e meio nessa situação, vamos contando com a ajuda de amigos e familiares para comprar as fraldas que ele necessita todos os dias. Ele ainda teve alergia às fraldas do hospital, por isso precisa usar pomadas como a Cavilon, Bepantol e muitas outras coisas básicas, como fraldas geriátricas.

Apesar do médico já ter assinado a alta do paciente, a família precisa da estrutura. De acordo com o laudo hospitalar do histórico clínico de Leonardo, ele "apresenta no momento condições de alta para home care, sendo submetido à sessões de fisioterapia diárias, além de cama hospitalar, cadeira higiênica, cadeira de rodas, sistema de aspirações e secreções, umidificador de ar comprimido, auxílio de pessoal para mudanças de decúbito e higiênica íntima, além do fornecimento de dieta e medicações, além de visitas médicas semanais, de enfermeiras semanais, psicólogo mensal, e avaliação de nutricionistas mensais e regulares."



- Esperamos que alguém possa ajudar, de alguma maneira, a realizar o nosso sonho. Não vamos desistir.



Entre em contato com a família pelo Facebook do Leonardo Lacerda

https://www.facebook.com/leonardo.lacerda.50767984

ou você também pode depositar sua ajuda na conta da família.






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