Full width home advertisement

Post Page Advertisement [Top]

Alessandro Lo-BiancoO Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro (RJ) denunciou uma empresária - moradora de Copacabana, na Zona Sul do Rio - por trabalho escravo. De acordo com o órgão, ela teria submetido uma das empregadas domésticas a condições degradantes de trabalho. De acordo com o MPF, a denunciada manteve a vítima trancada na área de serviço durante uma semana, sem direito a circular pelo restante da casa ou se alimentar. Na época, a vítima adoeceu e, segundo testemunhas, a denunciada considerou que, se ela não podia trabalhar, também não receberia salário nem se alimentaria.



Os relatos também dão conta de que a denunciada xingava recorrentemente a vítima e proibia que ela e outra funcionária se sentassem no sofá da sala para assistir TV, alegando que teria que passar álcool caso o fizessem. Além disso, a jornada era exaustiva, de 7h à meia noite, sem intervalo de descanso ou repouso semanal. Para evitar que a vítima, que veio com ela de Brasília, fosse embora, a denunciada alegava uma dívida em função da venda de móveis para a trabalhadora. Alegava também que a vítima havia manchado blusas e quebrado itens da casa, o que seria descontado de seu salário. Fazia ainda ameças, afirmando que no Rio de Janeiro qualquer bandido bateria por R$ 50 e mataria por R$ 100.

O caso foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e a Justiça Estadual declinou a denúncia para a Justiça Federal. A ação foi remetida então ao MPF em abril deste ano 2018, que denuncia novamente o crime e reitera a competência federal para o julgamento da ação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Bottom Ad [Post Page]